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As famílias dos municípios de Bodocó, Ouricuri e Granito, no Sertão do Araripe estão sendo beneficiadas com o ‘Programa Uma Terra e Duas Águas’ (P1+2), com tecnologias de implantação de cisternas, o que garante água potável nas comunidades.

Segundo o técnico responsável pela implantação dessas tecnologias, Iran de Souza Junior, o grande desafio do programa era trazer melhoria de vida para as famílias. “O grande problema que existia, era como poder armazenar água e garantir que as famílias da zona rural, tivessem água para beber. Mas água somente para consumo não era suficiente para uma vida digna no semiárido, havia também a necessidade de gerar renda”, explicou Iran.

Além das cisternas, existem outras técnicas implantadas pelo programa para garantir o armazenamento de água para os períodos de seca, como os barreiros trincheira e a barragem subterrânea

Até hoje, através do (P1+2), mais de 28 mil famílias ou 143.275 mil pessoas de vários municípios do semiárido já foram beneficiadas cm a ação. Os números são relevantes. Foram construídas 25.917 mil cisternas-calçadão, 8.736 cisternas-enxurrada, 1.053 barragens subterrâneas, 827 tanques de pedra, 503 bombas d’água popular (BAPs), 6.560 barreiros-trincheira e 1.813 barraginhas.

Desde março deste ano os municípios de Bodocó, Ouricuri e Granito estão recebendo as cisternas e demais tecnologias de convivência com a seca. O programa tem duração de um ano e até março de 2015 serão beneficiadas cerca de 303 famílias nesses municípios.

Nesses três municípios, até o momento, já foram construídas 108 tecnologias e a meta para o próximo ano é que cada cidade seja beneficiada com 151 cisternas-calçadão, 111 cisternas de enxurrada, 34 barreiros trincheira e 07 barragens subterrâneas.

Na construção das cisternas o programa custeia a cesta básica, a capacitação, o material de construção, a escavação e mão de obra. A família se responsabiliza pela limpeza do terreno, o auxiliar e oferecer alimentação do pedreiro.

A seleção das famílias contempladas começa com a criação de uma comissão municipal, onde participam membros da sociedade civil, conselho municipal, igrejas, sindicatos e associações. Depois o projeto é apresentado para as famílias dos municípios, seguindo de um processo de escolha das famílias. Estas precisam preencher alguns requisitos, como ser proprietárias do terreno em que residem e se comprometer em acompanhar e ajudar na finalização da tecnologia em sua casa.

Antes da construção das cisternas, as famílias passam por uma capacitação com aulas teóricas sobre a missão da associação no semiárido, como funciona o programa, gestão da água, agroecologia, a não utilização do agrotóxico e políticas públicas.

As famílias passam ainda, por um processo de intercâmbio, conhecem outras comunidades e aprendem como funciona o processo das cisternas, o que facilita o acesso e controle dessa produção. Além de água potável para o consumo, elas passam a ser beneficiadas com o próprio plantio e criação de animais.

“As famílias repassaram para a associação que a qualidade de vida delas melhorou, porque o consumo de alimentos era limitado, antes precisavam se descolar para ir na feira, a comida era somente o arroz e o feijão, hoje com a cisterna dentro de casa é possível ter nutrientes complementares na alimentação”, conta Iran.
Após a finalização do programa nos municípios, as famílias continuam sendo assistidas pelas ONGs que tem convênio com o projeto, como a Caatinga.

Atualmente algumas já fazem a comercialização do que produzem de porta em porta, no comércio e participam do Programas Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), através de contratos com prefeituras locais.

Sobre Carlos Henrique Souza

João Eliezio Santos Andrade (João Andrade), Trindadense por natureza. Dono de um olhar altamente Futurista, nasceu na Cidade de Araripina - PE aos 11 de maio de 1995. João Andrade tem 11 irmãos todos Filhos de Maria Odetiza dos Santos Andrade e de Gerson Brando de Andrade. Desde criança sonhava em ser comunicador. Na escola era o líder dos protagonistas, hoje presidente da única Associação de Radiodifusão no município de Trindade, luta desde o ano de 2010 por uma Radio Comunitária para a população.
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